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Funcionários e empresas não entram em acordo

no Ministério Público do Trabalho, entre aeroviários,aeronautas e sindicatos patronais chegou ao fim sem acordo
no Ministério Público do Trabalho, entre aeroviários,aeronautas e sindicatos patronais chegou ao fim sem acordo
Publicada em 23/12/2010.

Terminou sem acordo a reunião realizada entre representantes dos funcionários das empresas aéreas, dos patrões e do Ministério Público do Trabalho (MPT) realizada na tarde desta terça-feira (21), em Brasília. Segundo representantes dos aeronautas, a categoria entrará em greve no dia 23. Marcelo Schimidt, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), falou que haverá uma assembleia às 5h do dia 23.

De acordo com os representantes, as empresas oferecem reajuste de 6% e os trabalhadores querem aumento de 13% para aeroviários e de 15% para aeronautas. A reunião foi realizada no MPT das 14h às 17h30. Participaram o procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes; o representante das empresas aeroviárias, Odilon Junqueira; o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Marcelo Schimidt; e o presidente da Federação Nacional de Transportes Aéreos, Uébio Silva.

Em coletiva após a reunião, os representantes sindicais classificaram a proposta das empresas aéreas como “provocação”.

30% DOS VOOS
O SNA respondeu que o brasileiro chegará no local de destino no horário apenas “depois que acabar a greve”. Segundo a categoria, durante a greve, 30 % dos voos serão atendidos.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Gelson Dagmar Fochesato, disse que gostaria de combinar com as empresas aéreas quais voos sairiam e quais voos não serão realizados, para que a população seja informada da situação. “Lamentavelmente, os que não saírem, as pessoas vão ter problemas”, afirmou.

“A responsabilidade [pela greve] é das empresas aéreas que receberam nossa pauta desde setembro e só vieram analisá-la agora. Nós estamos apostando nessa greve e estamos prontos para ela”, disse Schimidt.

O procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes, que conduziu a reunião, disse que acredita na evolução da negociação entre as empresas e os trabalhadores. “Hoje as partes demonstraram uma boa vontade, mas as propostas estão um pouco distanciadas neste momento.”

Reivindicações
Os trabalhadores do setor aéreo dividem-se em duas categorias: aeroviários e aeronautas. Aeroviários são todos os funcionários que ficam em terra, como os que fazem check-in e cuidam do raio X; já a categoria dos aeronautas é formada pela tripulação, ou seja, piloto, copiloto e comissários de voo.

Os aeronautas pedem reajuste salarial de 15%; a definição de três pisos salariais, sendo um para comissários (R$ 2 mil), outro para mecânicos de vôo (R$ 3 mil) e um terceiro para pilotos (R$ 4 mil); reajuste nas diárias de alimentação; reajuste do seguro por morte e invalidez de R$ 9.159,00 para R$ 20 mil; entre outras reivindicações. Já os aeroviários lutam por um reajuste salarial de 13%.