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Brasil e Argentina criarão nova estatal

Publicada em 22/02/2012.

Brasil e Argentina irão criar uma nova empresa estatal para administrar as futuras hidrelétricas de Garabi e de Panambi, que serão construídas na fronteira entre os dois países. O modelo a ser adotado é o mesmo da usina de Itaipu, feita em parceria com o Paraguai.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (16/2) logo depois de reunião entre o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e o ministro argentino do Planejamento, Julio de Vido, em Brasília.

Segundo Lobão, a licitação para o projeto executivo das usinas deverá ocorrer na Argentina entre os dias 7 e 8 de março. “Vamos fazer nos moldes de Itaipu, com os aperfeiçoamentos que forem necessários”, disse o chefe da pasta de Energia do Brasil. Os projetos, que somam 2.200MW, devem demandar investimentos de US$4,2 bilhões.


Três grupos concorrem por estudos das hidrelétricas
A presidente argentina Cristina Kirchner abriu, na semana passada, os envelopes da licitação pública que vai escolher os responsáveis pelos estudos de viabilidade das hidrelétricas de Garabi e Panambi, ambas no rio Uruguai. Os projetos, que somam 2.200MW e demandarão investimentos de US$ 4,2 bilhões, serão usinas binacionais, conforme acordo costurado pelo governo argentino com o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

As ofertas foram apresentadas por três consórcios, todos compostos por consultorias e construtoras brasileiras e argentinas. Segundo informações oficiais, a fase de elaboração do projeto e estudo técnico está orçada em US$48 milhões. A conclusão dessa etapa está prevista para acontecer 21 meses após a adjudicação do resultado da disputa.

O ministro do Planejamento argentino, Julio De Vido, disse que o projeto é "de médio prazo" e que a construção da usna deve levar entre cinco e seis anos após os estudos. Ele adiantou que já teve conversas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para obter um financiamento para o projeto. Também há a expectativa de apoio por parte da Comunidade Andina de Fomento (CAF).