Economia
Sinop pode se tornar principal pólo exportador de MT, diz especialista
04 de setembro de 2008
Inserida no ranking das maiores exportadoras de Mato Grosso, com volume destinado ao mercado internacional entre janeiro a agosto na casa dos US$61,8 milhões, Sinop caminha rumo a uma trajetória promissora para ampliar suas negociações com os diferentes países e blocos econômicos, em um cenário de médio a longo prazo. A avaliação é do coordenador do Centro de Excelência em Comércio Exterior em Mato Grosso (Cecomex), Vitor Galesso.
Segundo ele, o município terá capacidade de incrementar seus negócios podendo tornar-se o principal pólo no Estado. Por outro lado, para que isto aconteça, é necessário haver saídas que propiciem ao município, localizado a 550 km da capital, condições favoráveis.
Galesso é claro em afirmar que entre elas pode ser mensurada a BR-163, a funcionar como importante rota de escoamento da produção de commodities, bem como outros produtos. "Há saídas como a BR-163, os projetos viários do Governo Federal no PAC como a hidrovia Teles Pires Tapajós, a ferrovia que irá de encontro a Transnordestina mudarão o perfil de Sinop. Quando isso acontecer, se tornará o pólo mais importante", declarou, ao Só Notícias.
Entretanto, mesmo com projeções futuras para a maior cidade do Nortão e as barreiras a serem superadas, Vitor Galesso lembra que Sinop atualmente é considerada pólo exportador, assim como a região a qual está inserida geograficamente. No agronegócio, está localizada na maior faixa produtiva brasileira, pois congrega Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, entre outras cidades.
"Por ora, apesar de todas as barreiras, o núcleo urbano e os investimentos podem fazer Sinop ser considerada um pólo importante", ressaltou. No acumulado de sete meses, Sinop conseguiu ampliar em 42,65% suas exportações, se comparado com mesmo período do ano passado. Desta forma, os negócios passaram de US$43,3 milhões para US$61,8 milhões.
O coordenador explica que empresários devem planejar suas ações, estudar as viabilidades e a logística. Não há, segundo ele, a necessidade de buscar entrada no comércio internacional de forma prematura. "Essa é a forma de pensar (com calma), planejamento, estudo logístico, das viabilidades", ressaltou, lembrando ainda que o agronegócio continuará exercendo papel fundamental na participação das vendas.
Prova disto é que apenas de grãos de soja, mesmo triturados, foram mais de US$41,7 milhões negociados, sendo esta a maior participação sobre a fatia total, com 67,57%. "Mato Grosso é o Estado do agronegócio, mas temos que compreender isto em sua amplitude. O agronegócio envolve a agroindústria, e quando falamos nisto, continuaremos com as mesmas bases agrícola, mas falando do processo de transformação seguindo três linhas, as fibras, energia, alimentos. Temos na cadeia do agronegócio, mesmo que com todos os desdobramentos, todo o processo de desenvolvimento", concluiu.
Rondonópolis concentra a maior participação dentre os municípios do Estado no mercado internacional. Até julho suas vendas somaram US$734,8 milhões. Lucas do Rio Verde absorveu a segunda maior fatia do mercado, com US$198,2 milhões. Sapezal, em terceiro, somou US$189,4 milhões. Sorriso, outros US$180,1 milhões. Campo Novo do Parecis, US146,8 milhões. Sinop ocupa a 13ª posição.
Fonte: Só Notícias/Leandro J. Nascimento (foto: Só Notícias/Marcílio Azevedo)
Meio Ambiente
Sema realiza encontro sobre o Cerrado no Vale do Araguaia
04 de setembro de 2008
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) realiza no dia 11 auditório do Araguaia Park Hotel, em Barra do Garças o 1º Encontro do Vale do Araguaia, em comemoração ao Dia Nacional do Cerrado. Instituído pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 2003 - pela então Ministra Marina Silva -, as comemorações em torno do Dia Nacional do Cerrado têm por objetivo estimular as discussões sobre o Bioma, a importância da sua sociobiodiversidade, das funções ambientais que desempenha, da necessidade de sua preservação para a manutenção da qualidade e quantidade da água das diferentes Bacias Hidrográficas (em especial as Bacias Amazônica, do São Francisco, Prata e Araguaia-Tocantins), e da possibilidade do seu aproveitamento aliando conservação com crescimento econômico e retorno social. Segundo o diretor da unidade regional da Sema de Barra do Garças, o evento tem como tema "Cerrado: importância, valorização e aproveitamento".
"Nosso objetivo é promover o Bioma nos seus diferentes aspectos a fim de que iniciativas de preservação e conservação, usos da sua biodiversidade com aproveitamento alimentar, ornamental, medicinal, tintorial e de madeiras, feitos por comunidades locais e organizações da sociedade civil organizada, e a execução de ações por parte das instituições públicas possam reverter a projeção futura de que até 2030, se continuarem os atuais índices de desmatamento, não existirá mais Cerrado".
Fonte: www.gazetadigital.com.br/Da Redaçao
Potencialidades
Congressistas americanos visitam o Estado
04 de setembro de 2008
O principal objetivo do grupo Congressistas Americanos que chegou em Mato Grosso ontem é conhecer a potencialidade econômica e o processo de desenvolvimento do Estado. A comitiva foi recebida pelo secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Nadaf, que depois de mostrar os números referentes ao perfil econômico do Estado acompanhou o grupo até Barra do Bugres, onde conheceram a usina Barralcool e depois até Sapezal para visitar uma fazenda modelo em produção de soja algodão e milho.
Esta não é a primeira vez que o chefe do comitê agrícola dos Estados Unidos, Collin Peterson, visita Mato Grosso. Ele disse que quando esteve na região de Rondonópolis se surpreendeu com o desenvolvimento e fez questão de trazer seus colegas do comitê agrícola para conhecer o Mato Grosso. "Queremos entender o processo de produção deste Estado que um dos maiores produtores de grãos do Brasil. Viemos ver esse progresso e também temos interesse em pesquisas, já que o país tem se destacado mundialmente".
Apesar de visitarem uma usina de álcool em Barra do Bugres, Peterson disse que o etanol não é o produto brasileiro que mais interessa aos Estados Unidos. "Temos interesse na soja, no milho e no algodão", revela. "No entanto, nesta visita queremos apenas conhecer um pouco mais do Estado e ver de perto a evolução e o progresso que acontece rapidamente nesta região do Brasil", complementa.
Nadaf, que recebeu o grupo que inclui representantes de quatro Estado norte-americanos, no hangar do Governo, no aeroporto Marechal Rondon aproveitou para destacar o crescimento de Mato Grosso mostrando a importância que o Estado ocupa no Brasil e no mundo. O secretário revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso é o que mais cresce no país. "É uma média de 10% de crescimento por ano". Ele destacou ainda que MT produz 70% do algodão brasileiro e 30% da soja. Além disso, produz também 150 milhões de aves, ocupando o terceiro lugar no ranking dos Estados que mais abatem frango no Brasil.
Fonte: www.gazetadigital.com.br/Da Redaçao